Yesterday – Crítica

 

Alguma vez imaginaram um mundo sem Beatles? Qual seria o impacto da falta da sua tão icónica música? Yesterday tenta responder a essa mesma pergunta, e o resultado é uma película encantadora e peculiar, que irá deleitar todos aqueles que salivavam por uma boa e agradável rom-com.

 

O filme começa com um músico, falhado e perto do fundo do poço, que após ser atingido por um autocarro durante um apagão, acorda num mundo sem Beatles. Prontamente, decide então produzir todas as músicas esquecidas e acaba por se tornar um sucesso mundial adorado pelas massas.

 

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A verdade é que há muito para gostar nesta história, cuja premissa é extremamente intrigante, a começar pelo par romântico do filme, cuja química explode em milhões de faíscas todas as vezes que estão juntos no ecrã. A verdade é que ambos são atores notáveis, principalmente Lily James, cuja performance domina cada cena em que está presente com o seu carisma preponderante.

 

O filme, em termos técnicos, é impecável, com uma direção excêntrica típica de Danny Boyle que atribui ao filme uma estética lindíssima e acolhedora, absorvendo completamente o expectador para dentro da tela. A banda sonora, como é de esperar num filme que lida com o tema Beatles, é incrível, conferindo à película toda uma energia que obriga até os mais sérios dos observantes a cantarolar um ou outra música.

 

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Em relação a negativos, diria que a excelente premissa acaba por dar aso a uma história que, embora acolhedora e encantadora, não deixa de ser um pouco reminiscente de outros filmes de romance, pois segue uma lógica familiar que pode ser previsível para muitos dos espectadores.

 

Contudo, alguns clichés à parte, Yesterday é um filme que deixa o coração quente, que cumpre todos os requisitos para ser a melhor escolha para uma “Date night” e que propicia aos fãs de boa música um bom serão bem passado.

 

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7/10 – Escrito e Avaliado por Fábio Fonseca

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