Mulher Maravilha 1984 – Crítica

 

1984, uma sequela ao fantástico “Mulher Maravilha”, que se mostrou uma brisa fresca no meio de um mercado cinemático de super-heróis saturado, é uma fantástica continuação da história da nossa super heroína favorita. Mais ligeiro em ação, mas tematicamente profundo, este poderá não ser um filme que agrade a todos.

 

Comecemos pelos positivos: Gal Gadot, como mulher maravilha, continua a demonstrar ser a escolha perfeita para interpretar o papel. A atriz mantém uma forte ligação com a audiência , conseguindo realmente transparecer todas as emoções fortes que a personagem sente durante o decorrer da história. Sem ela, o filme perderia algo realmente essencial: a sua alma.

 

A história, tematicamente ligada à ganância, aos nossos mais profundos desejos e ao egoísmo, providencia uma jornada de desenvolvimento para as personagens que faz com que nós mesmos reavaliemos certas atitudes tomadas ao longo da nossa vida. A história procura desenvolver cada uma das personagens, e isso é o que lhe dá tanta força.

 

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Chris Pine, como Steve Trevor, é também ele um dos pontos mais altos do filme, e a sua química com Gadot continua explosiva, providenciando ao filme um romance envolvente que fará qualquer um sentir-se quentinho no interior.

 

O filme é completamente diferente do primeiro, o seu estilo é radicalmente alterado, tornando-se mais leve, como um desenho animado que víamos ao sábado de manhã enquanto crianças. Para alguns, a mudança dramática estilística poderá ser um fator negativo, mas num ano de tanto sofrimento, leveza e esperança são exatamente o que precisamos para nos abstrairmos da vida real durante duas horas.

 

No que toca à ação, o filme não é tão explosivo como primeiro, é contido e as sequências de ação, apesar de incríveis, são escassas. Num filme de duas horas e meia, isso poderá aliciar alguns a sentirem-se aborrecidos. Mas na minha opinião, o filme nunca abranda devido às incríveis personagens e as suas interações.

 

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No que diz respeito aos pontos mais negativos do filme, diria que a corda da suspensão da credibilidade é realmente esticada durante a duração do filme, sendo-nos pedido para aceitar coisas realmente ridículas e que vêm do nada. O filme é também muito cheesy, com sequências que podem ser consideradas foleiras e sem graça.

 

No seu todo contudo, este filme é um brilho de esperança e alegria num ano negro e desesperante. Aconselho vivamente a que o vejam, são duas horas de divertimento, sem problemas e com sorrisos à mistura. Apesar de não ser perfeito, e inferior ao primeiro, esta sequela é digna do adjetivo “Maravilha”.

 

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7.5/10 – Escrito e Avaliado por Fábio Fonseca

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