Irregular – Crítica

 

Irregular” é o novo filme de Diogo Morgado, um projeto de Puro suor e paixão que finalmente estará disponível nas salas cinema a 18 de Novembro. O filme conta com prestações de Pedro Teixeira, Maria Botelho Moniz, Carla Chambel, Júlia Belard e João de Carvalho, e representa um passo na direção certa para o futuro do cinema português.

 

O filme conta a história de Gabriel, um homem muito feliz. No caminho para levar a filha para uma viagem, pára num posto de gasolina. Tudo muda quando vê a criança a ser forçada a entrar numa carrinha desconhecida que arranca a alta velocidade. Ao chegar a casa, percebe que a mulher também foi levada e que no seu lugar está agora outra mulher e uma criança que ele nunca viu.

 

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O filme começa, quase de imediato, intenso, pois Diogo Morgado não perde um momento a lançar-nos para o meio da ação. Desenrola-se já a partir do primeiro ato um conjunto de eventos frenéticos e que são suposto deixar-nos tensos. Contudo, este desenrolar inicial é familiar, reminescente de outros filmes internacionais que se centram em raptos infortúnio.

 

Morgado faz um excelente trabalho apresentando um conjunto de reviravoltas que não só são originais, como impossíveis de prever. Com o seu desenrolar, entendemos que o filme é realmente algo mais profundo, repleto de mensagens e com vontade de oferecer ao público português, que tanto anseia uma mudança no seu Horizonte cinematográfico, uma história original.

 

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Nenhuma das personagens é aleatória, e acabam todas por se encaixar numa teia de desventuras perigosas. Pedro Teixeira, à medida que o filme avança, surpreende num papel dramático que puxa pela crua emoção da dor, dando o que será, provavelmente, a melhor prestação da sua carreira. É de facto quem mais se destaca, sendo que procura oferecer ao papel o peso que este merece.

 

Irregular” não é de todo um filme perfeito, contém alguns elementos que são um pouquinho exagerados e talvez um pouco apressados. Mas sendo este um labor de amor, um projeto em que todos dão 100% de si a toda a hora e em que a criatividade reina alto com um guião realmente desafiante, a película empurra o cinema português para um futuro brilhante.

 

Aconselho vivamente a visualização deste filme, não só pelo apoio ao cinema nacional, mas também por ser um filme imprevisível e emocionante, que deixará as audiências em pulgas para o próximo projeto de Morgado.

 

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7/10 – Escrito e Avaliado por Fábio Fonseca

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