Haunt – Crítica

 

O subgénero de terror slasher tem vindo a esmorecer, com filmes repetitivos que regurgitam o mesmo tipo de enredo vezes sem conta. A verdade é que os fãs de terror têm salivado por um bom material a que se possam agarrar, um filme que os faça sentir o sangue a ferver nas veias devido a uma crescente tensão e a um gore com bons efeitos práticos e nojentos. Haunt é esse filme.

 

Não vou argumentar que Haunt é um filme terrivelmente original, porque não o é, cobre certamente um território familiar aos fãs de terror, mas fá-lo de uma forma inventiva e tensa, deixando o espectador num puro estado de suspense sem poder desviar o olhar do que se passa no ecrã.

 

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Para começar, o filme constrói uma perfeita atmosfera de Halloween, com cores vibrantes e uma cinematografia assombrosa, que consegue deixar transparecer aquele sentimento tão unicamente associado às festividades de outubro. É também de certa forma reminiscente do clássico de Carpenter, como tantos outros slashers (mas neste caso, isso não é de todo um negativo). Em seguida, é de louvar a caracterização dada à personagem principal, pois é raro observar num filme destes, especialmente nos dias de hoje, uma personagem tão bem contruída, interpretada e com uma história pessoal que se envolve perfeitamente com todo o caos que a assola durante o decorrer do filme. O resto do grupo, apesar de não tão bem caracterizado, não deixa de ser apelativo, de tal forma que sentimos pena assim que começam a ser colhidos um a um para serem chacinados.

 

Como já referi antes, a tensão neste filme é excelente, assim como o uso do espaço que os rodeia para criar uma sensação claustrofóbica inescapável. A verdade é que existem várias sequências em que o expectador quase não consegue esconder o medo que sente pela vida das personagens, o que demonstra uma perfeita execução do material escrito.

 

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Quanto ao guião, a história não é nada de novo, nada nunca antes visto, antes, percorre território familiar, mas de uma forma extremamente artística e que demonstra um cuidado e carinho especial pelo material que nos está a ser apresentado.

 

Em relação a negativos, diria que se resumem a algumas escolhas improváveis por parte das personagens que nos são apresentadas com uma naturalidade que simplesmente não podemos acreditar.

 

Haunt é um slasher assustador, cumpre todas as suas promessas ao expectador e ainda surpreende, é um filme realmente divertido para quem gosta do género, perfeito para uma noite de terror e tão brilhantemente executado que deixará qualquer pessoa a soar com todo o seu suspense. Não poderia ter ficado mais satisfeito com este filme, algo que já não acontecia com um destes filmes há séculos!

 

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8/10 – Escrito e Avaliado por Fábio Fonseca

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