A Ilha da Fantasia – Crítica

 

A Ilha da Fantasia é o mais recente esforço da produtora BlumHouse, produtores de Halloween (2018) e Foge (2016), de relançar uma franquia de sucesso dos anos 70 e 80.  A verdade é que filme é que assenta na categoria da procura de um rápido lucro, nada mais, pois não se interessa em oferecer uma experiência realmente satisfatória no cinema, ou em satisfazer massas que procuram ser intelectualmente estimuladas.

 

A Ilha da Fantasia, para aqueles que apenas estão familiarizados com este filme, era uma série de TV que foi exibida de 1977 a 1984, cuja premissa se baseava na realização das fantasias mais profundas dos hóspedes da ilha. Ora, esta versão é relativamente semelhante, sendo que principia com o mesmo tipo de conceito. Quando um grupo de pessoas ganha um concurso para poder obter todas as fantasias que deseja, é-lhes dito que deverão levar todas essas mesmas fantasias até à sua conclusão natural sem as quebrar, não importa qual seja o desfecho, um aviso que começa a fazer sentido assim que os seus desejos começam a ser distorcidos por algo que não é natural.

 

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A ideia de transformar uma série de tv de drama/aventura em um filme de terror, explorando todas as facetas mais sombrias da série, é decididamente um bom conceito, algo com potencial de ser realmente interessante e intrigante. O problema desta versão é que não sabe misturar os elementos aterradores com os outros elementos mais familiares da série, o que acaba por criar uma discrepância tonal notória. Para além disso, os criadores do filme parecem nem querer realmente empenhar-se em aterrorizar a audiência, dado que tudo o que é suposto ser “terror” não passa de uma amálgama de zombies e sons demasiado altos, na esperança de assustar a audiência com jump scares baratos.

 

Tudo o que nos é apresentado não faz grande sentido, o filme parece nem saber seguir as suas próprias regras. O realizador, Jeff Wadlow, faz exatamente o mesmo que fez no seu antecedente a este filme, Truth or Dare, atirando tudo o que lhe convém à história (incluindo uma reviravolta ridícula no final), com esperança de que alguma coisa fique bem no grande ecrã. O filme em si é relativamente aborrecido, nada aliciante acontece apesar de nos intrigar com bons conceitos e ideias ao longo do filme.

 

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Em termos de Personagens, são todas básicas, não muito interessantes e com um diálogo tão terrível que nenhum ator o consegue interpretar de forma convincente. Na verdade, a única prestação digna do filme é a de Maggie Q, que realmente parece estar a tentar fazer um bom trabalho com o que lhe é entregue.

 

Portanto, no seu todo, A Ilha da Fantasia é um misto de várias coisas que não funcionam em conjunto. Aqueles que procuram um bom filme de terror, serão obrigados a ver um conjunto de sustos básicos e sem qualquer tipo de interesse, aqueles que procuram um filme de aventura serão expostos a uma história básica e sem entusiasmo. Na minha opinião, este é mais um filme de terror de 2020 que não vale a pena.

 

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2/10 – Escrito e Avaliado por Fábio Fonseca

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